quarta-feira, 4 de julho de 2012

6 segredos de estratégia para as pequenas empresas

A estratégia é estranha. É um dos conceitos mais falados nos negócios, mas ainda assim um dos menos compreendidos.


Os gurus da gestão ensinam, todos os dias, "estratégias" de infinitas maneiras; e não importa que a maioria não sejam sequer estratégias. No seu melhor, muitas são simples definições de objectivos. No seu pior, são receitas para o desastre ou para a perpetuação da mediocridade.

As boas notícias são que: A Estratégia é uma área onde as pequenas empresas e os novos empreendedores têm uma oportunidade de ultrapassar as suas primas grandes empresas. E começa por simplesmente entender o que é a estratégia realmente – e o que não é.
Enquanto ainda não existe um "livro de estratégia" oficial ou uma definição universalmente aceite, a minha descrição favorita de estratégia pertence a Richard Rumelt, um professor da UCLA Anderson School of Management que é considerado uma das autoridades de topo mundiais na estratégia de negócios. Rumelt diz que "Ao contrário de uma decisão autónoma ou de um objectivo, uma estratégia é um conjunto coerente de análises, conceitos, políticas, argumentos e acções que respondem a desafios de alto risco."
De alto risco, de facto. Afinal de contas é o seu negócio que está em jogo. Mas se tivesse de escolher apenas uma palavra para chegar à essência da estratégia, esta seria "acção". Define toda a visão, valores, objectivos, principais dificuldades dos clientes e as oportunidades de receitas que você quer. Os empreendedores de sucesso comprendem isto porque eles não viram apenas uma necessidade, eles articularam uma série de actividades específicas e racionais para satisfazer essa necessidade e atingir os seus objectivos.
Mesmo assim, a verdadeira natureza da estratégia permanece um pouco escura no mundo dos negócios actual. Para ajudar a clarificar, aqui estão 6 segredos para evitar erros comuns e criar uma estratégia de sucesso para a sua pequena empresa:




 Segredo nº 1: Objectivos não são estratégia. Isto pode parecer simples, mas alguns dos melhores e mais brilhantes gestores falham em reconhecer isto todos os dias. Você pode ter, por exemplo, objectivos específicos para as receitas do seu negócio, ou o desejo de ser o "maior" ou "melhor" naquilo que faz na sua área. Mas como é que vai fazer com que isso aconteça? Você precisa de conhecer os "pontos centrais" nos quais deve concentrar os seus esforços.




Segredo nº 2: Tem de fazer algo diferente. Se a sua "estratégia" é exactamente a mesma que a de toda a gente, como é que espera ter sucesso? As actividades que escolhe como foco, como parte da sua estratégia, devem – de algum modo – envolver fazer coisas diferentes dos seus concorrentes. Isto pode envolver fazer coisas diferentes; ou as mesmas coisas de modo diferente. Para bater a concorrência, você precisa de uma diferença sustentável.


Segredo nº 3: Estratégia também significa escolher o que não fazer. A estratégia está relacionada com o fazer escolhas. Muito sinteticamente, não pode fazer tudo, por isso precisa de escolher o mais importante. Os donos de algumas empresas acham mais fácil começar o processo de desenvolvimento da estratégia ao decidir primeiro que tipos de actividades os seus negócios irão evitar, quer seja porque essas actividades não se encaixam na visão e objectivos ou porque já existem outros a fazê-las.


Segredo nº 4: As boas estratégias raramente são óbvias. Não espere que a estratégia apareça facilmente. Se fosse óbvia, provavelmente outros já a teriam feito. Pode ser necessário você ter de convocar toda a sua criatividade, insight e inovação para encontrar a melhor, e mais adequada, estratégia para o seu negócio. As suas diferenças não precisam de ser radicais. Diferenças, mesmo subtis mas distintivas, podem aumentar as suas acções e levá-lo ao sucesso.

  

Segredo nº 5: A sua estratégia é um ecossistema. A estratégia não é uma coisa ou uma actividade. São muitas actividades – algumas diárias, outras menos frequentes – personalizadas para se adequarem e implementarem na sua estratégia. E tal como nos ecossistemas da natureza, cada parte desempenha um papel importante em preservar o sistema (a sua estratégia) como um todo.

 
Segredo nº 6: A estratégia pode perder-se – e recuperar-se. Os negócios, tanto os grandes como os pequenos, perdem, frequentemente, o rastro das suas estratégias. Acontece lentamente, quando as empresas de sucesso perdem o foco e mudam para abordagens incrementais que nunca fizeram parte do núcleo. É então que o seu negócio precisa de se reagrupar e reexaminar a sua estratégia para ver se ainda é a correcta. Você pode simplesmente querer renovar a original ou encontrar uma nova. De qualquer das maneiras, tem tudo a ver com a acção.

Fonte: Portal Gestão

Falta do botão liga e desliga


 Vivemos tempos modernos, onde estamos conectados diretamente aos nossos amigos, parentes, familiares e ao trabalho.


Durante o dia em nosso trabalho usamos o Facebook, Twitter, Skype, MSN, Google Talk, mensagens SMS, e varias outras formas de nos comunicar com nossos contatos pessoais e profissionais, isso durante o horário de trabalho, porem o trabalho continua se comunicando conosco depois do expediente (creio que isso já seja algo normal), através de e-mails, planilhas, textos, mensagens ou até mesmo pela nossa inquietação e vontade de pensar, planejar e deixar tudo “engatilhado” para o dia seguinte.

A verdade é que isso pode nos prejudicar, tanto na vida pessoal como na profissional, pois uma noite mal dormida pensando na pauta da reunião do dia seguinte, na planilha dos custos, na estratégia de marketing e tantos assuntos que nos assolam, pode e certamente vai fazer com que nosso desempenho seja reduzido. Isso sem falar nos problemas emocionais que isso pode causar, que podem ir de um filho que não recebe a atenção que mereceria, passando por uma esposa insatisfeita e chegando fácil em uma forte depressão, e essas situações sem dúvidas colocam não só o emprego, mas todo o convívio social em risco.


Por isso é necessário que tenhamos um botão de liga e desliga, que deve ser acionado, não necessariamente no momento em que o relógio aponta para as 18 horas, mas sim quando percebemos os sinais... e se você não percebe os sinais, ouça os que te rodeiam e te amam, eles certamente vão dizer a hora exata de colocar o botão na posição OFF.

Por Elton Ricardo Pereira

terça-feira, 3 de julho de 2012

Custos para Abertura e Manutenção do MEI, com Funcionário



Quanto custa para abrir um MEI?
- Não há custo para legalização

Impostos Mensais:
Pago mensalmente a guias DAS do Simples Nacional, para prestadores de serviços o valor é de R$ 36,10, sendo que nesse valor estão inclusos:
- Imposto sobre serviço (prefeitura): R$ 5,00
- Contribuição ao INSS do Empreendedor: R$ 31,10

Essa contribuição ao INSS representa 5% do salário mínimo e dá direito a aposentadoria apenas por idade (65 anos no caso do homem) e para receber o equivalente a um salário mínimo de aposentadoria.

Para se aposentar com 1 salário mínimo, porem por tempo de contribuição (35 anos no caso dos homens), deverá ser contribuído com mais 15% sobre o salário mínimo em uma guia GPS complementar, ou seja: pagar uma GPS de R$ 93,30.

Para cada salário a mais que gostaria de se aposentar basta acrescentar 20% sobre o salário mínimo na guia GPS, ou R$ 124,40.

Exemplo: Para se aposentar com 3 salários mínimos com 35 anos de contribuição, o desembolso mensal seria de:
Guias DAS Simples: R$ 36,10
Guia GPS Complementar: R$ 342,10
Total: R$ 378,10

Despesas com funcionário:
Alem do salário mensal, 13º, férias e 1/3 de férias, mensalmente será gasto:
FGTS 8% sobre o salário bruto;
INSS 3% sobre o salário bruto, alem dos 8% de INSS que são descontados do funcionário.

Lembrando que o funcionário do empreendedor individual só poderá ser registrado com o piso do sindicato (Exemplo: Motorista é R$ 980,00), nem mais, nem menos, desde que trabalhe as 44 horas semanais.

Exemplo:
Um motorista de caminhão é admitido com salário: R$ 980,00 (44 horas por semana);
Desconta INSS de 8%, o salário líquido do funcionário será de R$ 901,60
Empreendedor pagará:
FGTS de R$ 78,40;
INSS de R$ 107,80 (em detalhes: R$ 78,40 que foi descontado do funcionário e R$ 29,40 que é a parte do empregador).
Custo total com encargos: R$ 186,20


Observações: Abrindo em 2012, apenas em 2013 o empreendedor pagará alvará municipal que deve ficar em torno de R$ 150,00 (Indaial), e em 2014 pagará para a contabilidade fazer sua declaração de imposto de renda. 
Vale lembrar que o contador, desde enquadrado no Simples Nacional, não poderá cobrar para proceder a constituição ou manutenção mensal, mas poderá cobrar para emitir as folhas de pagamento e guias, sendo que o preço é livre (vale pesquisar).

Por Elton Ricardo Pereira

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Plano Real completa 18 anos


Lançado no dia 1º de julho de 1994, o Plano Real completou neste domingo (1º) 18 anos de implementação. De acordo com o Ministério da Fazenda, a inflação estava em torno de 50% ao mês em junho de 1994 e baixou para 1,7%, nos primeiros meses de 1995.

O ministério registra ainda que o plano entrou em vigor em um momento "quando há 35 anos não se registravam taxas tão reduzidas de inflação". Além de baixar a inflação, o plano tinha como objetivo enunciado promover o desenvolvimento econômico.

A inflação elevada durante a vigência do cruzeiro real, moeda vigente até então, motivava a necessidade de reajuste quadrimestral de salários, com base na inflação do período. Em alguns quadrimestres, os salários reajustados chegavam a dobrar seu valor nominal.

O plano ainda trocou o cruzeiro real pelo real. Antes, houve um período de transição com a atualização monetária por meio da Unidade Real de Valor (URV), que convertia os valores ainda cobrados em cruzeiro real.

Com a estabilização da inflação, o Brasil adotou, em 1999, o regime de metas da inflação, que estabelece percentuais mínimo e máximo para a variação de preços. Em 2005, o Banco Central (BC) definiu a meta de 4,5% para a inflação anual até 2014.

Em 2005, o resultado apurado ao final do ano foi 5,69%. Em 2006, caiu para 3,14%; em 2007 para 4,46%; em 2008 subiu para 5,9%; em 2009 caiu para 4,31%; em 2010 se elevou a 5,91%; e, em 2011, atingiu o teto da meta, 6,5%.


Para 2012, levando em conta projeções do mercado financeiro, o BC elevou em 0,3 ponto percentual, no último dia 28, a projeção para a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), estipulando a previsão em 4,7%. O cenário foi desenhado com base em uma taxa de câmbio de R$ 2 e na meta da taxa básica de juros, a Selic, de 8,5% no ano.

* Agência Brasil

Auxílio-doença acidentário





Benefício concedido ao segurado incapacitado para o trabalho em decorrência de acidente de trabalho ou de doença profissional. Considera-se acidente de trabalho aquele ocorrido no exercício de atividades profissionais a serviço da empresa (típico) ou ocorrido no trajeto casa-trabalho-casa (de trajeto).

Têm direito ao auxílio-doença acidentário o empregado, o trabalhador avulso, o médico-residente e o segurado especial. A concessão do auxílio-doença acidentário não exige tempo mínimo de contribuição.

Ao trabalhador que recebe auxílio-doença, a Previdência oferece o programa de reabilitação profissional.

A comunicação de acidente de trabalho ou doença profissional será feita à Previdência Social em formulário próprio (veja como preencher o CAT), preenchido em quatro vias: 1ª via (INSS), 2ª via (segurado ou dependente), 3ª via (sindicato de classe do trabalhador) e 4ª (empresa).

A CAT deverá ser emitida pela empresa ou pelo próprio trabalhador, por seus dependentes, pela entidade sindical, pelo médico ou por autoridade (magistrados, membros do Ministério Público e dos serviços jurídicos da União, dos estados e do Distrito Federal e comandantes de unidades do Exército, da Marinha, da Aeronáutica, do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar). O formulário preenchido tem que ser entregue em uma Agência da Previdência Social pelo emitente.

A retomada de tratamento e o afastamento por agravamento de lesão decorrentes de acidente de trabalho ou doença profissional têm de ser comunicados à Previdência Social em formulário próprio. Nessa CAT deverão constar as informações da época do acidente e os dados atualizados do novo afastamento (último dia trabalhado, atestado médico e data da emissão).

 Também devem ser informadas à Previdência Social por meio da CAT mortes de segurados decorrentes de acidente de trabalho ou doença ocupacional.

A empresa é obrigada a informar à Previdência Social acidentes de trabalho ocorridos com seus funcionários, mesmo que não haja afastamento das atividades, até o primeiro dia útil seguinte ao da ocorrência. Em caso de morte, a comunicação deve ser imediata. A empresa que não informar acidentes de trabalho está sujeita à multa.



Nos primeiros 15 dias de afastamento, o salário do trabalhador é pago pela empresa. Depois, a Previdência Social é responsável pelo pagamento. Enquanto recebe auxílio-doença por acidente de trabalho ou doença ocupacional, o trabalhador é considerado licenciado e terá estabilidade por 12 meses após o retorno às atividades.

O auxílio-doença deixa de ser pago quando o segurado recupera a capacidade e retorna ao trabalho ou quando o benefício se transforma em aposentadoria por invalidez.

Fonte: Ministério da Previdência Social