quarta-feira, 25 de julho de 2012

Veja os benefícios da contratação de profissionais idosos

O envelhecimento da população, ao contrário do que se possa pensar, não é motivo só de gastos para a sociedade, mas é também uma oportunidade de as empresas contarem com mão de obra qualificada, experiente e madura. "A seleção de profissionais com 60 anos ou mais é benéfica tanto os idosos como as organizações que os contratam", afirma Luiz Edmundo Rosa, diretor de educação da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-Nacional).

O Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta aproximadamente 20,5 milhões idosos - quase 11% da população do País. Em 2000, o contingente era de 14,5 milhões. Segundo o Banco Mundial, se esse ritmo se mantiver, cerca de metade da população brasileira será idosa até 2050.

Para Luiz, o trabalhador idoso representa uma saída à escassez de mão de obra qualificada. "A partir do boom da economia em 2010, as empresas se deram conta com mais intensidade de que falta profissional qualificado no mercado", diz. A pessoa com mais de 60 anos teria, além do conhecimento próprio de cada profissão, também características pessoais - tais como maturidade e senso de responsabilidade - que fazem com que esteja mais adaptada à rotina organizacional.

A contratação de profissionais nessa faixa etária, na opinião de Luiz, tem algumas particularidades. Segundo ele, é interessante, por exemplo, oferecer flexibilidade de horários e uma tarefa desafiadora. "É um desperdício usar um profissional experiente apenas como força de trabalho. Ele pode ser, inclusive, mentor das novas gerações", opina.

Luiz também alerta que a empresa é a responsável pela maneira como jovens e idosos vão se relacionar. O clima de confronto de gerações não deve existir. "É preciso ressaltar aspectos positivos, tanto dos mais novos, quanto dos mais maduros", afirma o presidente.


Grupo Pão de Açúcar

 

Desde 2004, o Grupo Pão de Açúcar, formado pelas redes Extra, Pão de Açúcar, Ponto Frio e Assaí, possui um programa focado na contratação de profissionais da terceira idade. Vandreia Oliveira, gerente de Recursos Humanos do grupo, explica que uma das políticas da empresa é focar na diversidade. "Desenvolvemos programas de inclusão social e percebemos, na prática, o quão benéfico é possuir um time de colaboradores composto por pessoas diferentes", diz.

Os benefícios vão desde contar com profissionais mais maduros e responsáveis até garantir que o ambiente de trabalho seja mais equilibrado do ponto de vista comportamental. Isso porque os jovens costumam ser ansiosos, enquanto os mais velhos têm menos pressa. "É preciso cuidado para não dizer que uma geração é melhor do que a outra. Isso não existe. O que vemos é a complementaridade", aponta Vandreia.

A gerente diz que, na época em que foi instaurado o programa, a questão dos trabalhadores idosos ainda não era discutida em profundidade, mas que hoje em dia ela considera uma "obrigação moral" das empresas contratarem esses profissionais, garante ela. Ao todo, o Grupo Pão de Açúcar possui 1,7 mil profissionais com 60 anos ou mais trabalhando em suas quatro bandeiras, o que representa pouco mais de 1% da força de trabalho total. 


A porta de entrada principal para os idosos na empresa é o cargo de empacotador, mas nada impede que um profissional dessa idade comece já em cargos de gerência. "Escolhemos a pessoa que tem mais perfil para a vaga em questão. Não levamos em conta se ela é jovem ou idosa", afirma Vandreia.
Fonte: Cross Content (Terra Empreendedorismo)

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Veja cinco maneiras de conseguir crédito para a sua empresa

A maior parte das empresas - não importa o porte ou o segmento - necessita, ou vai precisar, no futuro, de crédito. Esta é uma prática comum do mercado, já que para expandir a atuação e implantar inovações, é preciso investir capital. Com a ajuda de Samy Dana, professor da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV-EESP).

Cartão BNDES
O produto do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) serve para financiar a compra de equipamentos com juros fixos que chegam, atualmente, a 0,97% ao mês. A vantagem é a agilidade. Uma vez obtido o cartão, o empreendedor tem acesso a crédito pré-aprovado, ou seja, não precisa passar pela aprovação de sua instituição financeira quando quiser liberar o dinheiro. O teto é de R$ 1 milhão. O crédito, no entanto, pode ser gasto apenas com fornecedores cadastrados junto ao BNDES. Atualmente, esses são mais de 41 mil, entre fabricantes e distribuidores, trabalhando com cerca de 196 mil produtos.

 

Empréstimo bancário
Essa é a forma mais criticada de crédito pelos especialistas. Isso porque a lógica dos bancos eleva os juros quanto maior é o risco. "Por isso o financiamento de uma casa - que é um ativo e, caso não haja pagamento, vai a leilão - tem os juros mais baixos do que o empréstimo para pequenas empresas, que teoricamente oferecem um risco maior", explica Samy.

 



Caixa futuro como garantia
A operação, conhecida como factoring, acontece quando uma empresa pequena, mas que tem clientes de grande porte, comprova que tem notas para receber e consegue o empréstimo bancário com juros menores, parecidos com os praticados para grandes organizações. "O pequeno empresário usa o seu caixa futuro como garantia", explica Samy.

 
Cooperativas
Ao contrário dos bancos, que dependem em grande parte de empréstimos tomados diretamente do Banco Central, a maioria das cooperativas se financia com o dinheiro dos próprios correntistas cooperados. Isso torna o preço do crédito desconectado, ao menos de forma direta, das variações das taxas de juros. Por reverter a maior parte dos lucros em custos administrativos - como contratação de funcionários e encargos fiscais - ou no próprio barateamento do crédito, as cooperativas fornecem taxas mais baixas do que a média do mercado. Em geral, as instituições oferecem produtos similares àqueles de um banco comum, como conta corrente, poupança e financiamento.

 
Empréstimo familiar
A modalidade mais informal de crédito tem justamente no seu caráter pouco profissional o maior problema. "Se a empresa quebra e o empresário vai à falência, ele vai precisar lidar também com a tensão familiar que o calote traz" diz Samy. Além disso, pode acontecer de o parente pedir a antecipação do pagamento porque precisa do dinheiro, o que gera, novamente, um desconforto familiar. Levado isso em consideração, é importante que o pagamento do crédito seja feito com juros. Samy recomenda que se pague o percentual da taxa Selic, que é a quantia que o familiar ganharia caso tivesse investido o dinheiro em títulos.
Fonte: Cross Content

quinta-feira, 19 de julho de 2012

5 Formas de Negociar Prioridades


Seja com seu chefe, colega de trabalho ou cliente é importante ter clareza do que é prioritário de ser feito, caso contrário tudo vira urgente e você acaba se perdendo.

Na experiência que estou fazendo de acordar mais cedo, para aumentar o nível de resultado, é nítido nos comentários das pessoas que estão aderindo à experiência que eles conseguem melhorias, pois simplesmente nessa hora adicional eles focam em prioridades reais, sem ninguém atrapalhar.
Selecionei cinco formas de você negociar e estabelecer prioridades. Claro que o assunto não termina aqui, mas é um bom começo.
1 – Tenha controle do seu dia
Não adianta querer priorizar se você não tiver um planejamento. São coisas ligadas, mas que acontecem em uma ordem. Primeiro eu preciso puxar da cabeça tudo que tenho para fazer, depois eu planejo isso nos próximos três ou cinco dias e, daí, eu priorizo diariamente o que deve ser feito primeiro e depois. Se você não sabe o que deve fazer e ficar apenas recebendo e-mails ou lembranças te dando ordens do que fazer você não vai conseguir priorizar de forma eficaz.
2 – Antecipe ao máximo
Sempre que possível não espere a prioridade virar urgência para fazer. Quanto mais antecedência você tiver, mais flexibilidade terá na hora de definir o momento certo de execução. Adiar uma prioridade que tem prazo para um momento de melhor performance pessoal é super saudável, o problema é quando você tem de fazer a prioridade porque é o limite da entrega.
3 – Negocie prioridades antes de serem urgências
Se você sabe que algumas prioridades dependem de terceiros, não espere que eles lembrem da prioridade na última hora. Você não pode mudar o modo das pessoas se planejarem, mas o seu planejamento pode inferir na boa produtividade de toda a equipe. Pequenos e-mails de lembrete ou de oferecimento de ajuda ajudam a relembrar a tarefa.
4 – Negocie com seu chefe
Eu não aceito quando delego uma tarefa e a pessoa simplesmente retorna: “não dá pra fazer”. Não dá por que? Quais as prioridades? É bem diferente quando eles chegam e falam: “Eu estou com essas prioridades na semana. O que você acha que deve ser priorizado?”. O líder tem de saber o que é prioritário. Ele junto com você pode negociar as prioridades e os prazos. Haverá dias que vai precisar de “tempo extra”, mas na maior parte dos casos deverá ser possível ajustar.
5 – Negocie com base no resultado
Se tiver dúvidas do que deve ser priorizado, eu sugiro “elevar” o questionamento para as metas, momento, visão ou missão da empresa. Precisa aumentar o faturamento? Priorize as atividades de faturamento. Precisa aumentar a qualidade de serviço? Priorize o atendimento ao cliente. Priorizar significa dar uma ordem de execução, não esquecer a atividade. Por isso, saber o momento certo de fazer se torna imprescindível nessa decisão.
Até a próxima!
Use seu tempo com sabedoria.
Autor: Christian Barbosa, empreendedor

Qual é a mídia certa?

Muitos empreendedores têm essa dúvida. Veja três casos com diferentes situações quando o assunto é publicidade.

Um fato corriqueiro na vida de todo empresário ou executivo que investe em publicidade, seja no formato que for, é saber se o dinheiro investido está indo para o caminho certo e, o mais importante, se está retornando, no mínimo, como programado.
Hoje em dia, com todas as ferramentas que estão disponíveis para se anunciar; Televisão, Internet, Jornal, Revista, Rádio, Mala Direta, Outdoor, Extrato de Contas, E-mail Marketing e além de uma infinidade de outras mídias disponíveis no mercado, está cada vez mais difícil entender para onde direcionar sua verba.
A resposta chega a ser idiota de tão simples: coloque onde está o seu cliente e de preferência onde tem a maior quantidade deles.
E, apesar de ser simples, vou citar três exemplos reais que vi recentemente em conversas com empresários de diferentes indústrias, de diferentes segmentos e principalmente de tamanhos variados.
Sim, eu sou um conversador nato, adoro ouvir exemplos de como as pessoas estão fazendo nas suas empresas, assim posso aprender coisas novas, ou ainda melhor, aprender com o erro dos outros – o que no final das contas sai muito mais barato, para mim e para minha empresa.
O primeiro caso é de uma empresa que trabalha exclusivamente para o segmento de negócios voltado para tecnologia, ou seja, todos os clientes dela são pessoas jurídicas, conhecidos do diretor comercial pelo nome, sobrenome, nome da secretária, muitas vezes até conhecendo o da mulher e dos filhos.  Mas fazer uma “campanha marketing” de marketing é muito charmoso e o dono dessa empresa me procurou para saber o que eu achava.  E deu-se o seguinte diálogo em linhas gerais:
Eu: E quem você quer atingir?
Ele: Os meus clientes é claro. E os concorrentes deles.
Eu: Mas você não tem um contato diário com os seus clientes? E você não conhece todos os concorrentes deles profundamente?
Ele: Claro, mas aí eu os atingiria mais ainda.
Eu: E que tal chamá-los para almoçar ou para uma viagem de lazer? Você aumentará muito mais os laços do que fazer uma campanha.
Moral da estória: Às vezes é mais eficaz ir pessoalmente até o cliente do que mandar uma mensagem em papel, Internet ou qualquer outra mídia.
O segundo caso é de uma empresa que tinha 1 milhão de reais para gastar em uma campanha de varejo. Ao procurar sua agência, fez a seguinte pergunta:
“Quantos clientes com as características ‘XYZ’ eu consigo atingir com essa verba?”
A agência deu duas alternativas, uma era através de revista e seriam impactados em torno de 600.000 prospects. A outra seria usar alguns canais de Internet e atingir 7,2 milhões de prospects.
Depois dessa exposição o cliente não teve dúvida: “Então vamos fazer a revista, porque as pessoas podem manusear, não é?”
Se não está sobrando dinheiro, e nunca está, aplique-o bem. Nem sempre a mídia que você usa no seu dia-a-dia é a mesma que o seu cliente usa. Existem pessoas especialistas nisso e, se você paga por isso, por que não usufruir?
O terceiro caso também está ligado ao gasto de dinheiro. Uma grande empresa estava fazendo uma campanha de milhões de dólares e apareceu uma oportunidade de fazer uma mídia muito segmentada, voltada para o seu público alvo. Mas essa mesma empresa gasta muito dinheiro em todas as mídias disponíveis. E a dúvida do responsável pelo marketing era se valia a pena atingir um público tão segmentado. A conclusão deles foi a seguinte:
“Nós iremos atingi-los de diversas formas, faremos a campanha nas TV’s e nas revistas para explicar o conceito da campanha, no ponto de venda reforçaremos o conceito do produto juntamente com a nossa marca e usaremos a Internet para capturar o cliente/prospect exatamente no momento em que podemos explicar mais profundamente as características do nosso produto, com mais tempo, mais detalhado e com muito mais assertividade.”
Nesse caso eles usaram um conjunto de mídias para atingir exatamente o seu público alvo.
Claro que parece que quem tem mais dinheiro para gastar pode acertar mais facilmente. Mas é exatamente o contrário, aqueles que têm mais dinheiro tendem a errar mais e gastar mais do que devem, muitas vezes dando tiro de canhão para matar um passarinho, quando poderiam dar tiros certeiros e conseguir resultados muito melhores.
No final da estória, não importa o tamanho da sua empresa, a verba que você possui ou o tipo de mídia que você mais gosta. Entenda ou aprenda onde está o seu cliente e a melhor forma de interagir com ele, se você conseguir isso, com certeza obterá os melhores resultados.
Boas vendas.
 
Claudio Gandelman é desde 2008 CEO do Match.com, empresa detentora do ParPerfeito, o maior site de relacionamento do Brasil.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Deputado quer incluir todas as micro e pequenas empresas no Supersimples


O deputado Guilherme Campos (PSD-SP) defendeu, nesta quarta-feira (11), que o Simples Nacional (ou Supersimples) atenda a todas as micro e pequenas empresas, com um índice de cobrança único com base no faturamento.


O deputado Guilherme Campos (PSD-SP) defendeu, nesta quarta-feira (11), que o Simples Nacional (ou Supersimples) atenda a todas as micro e pequenas empresas, com um índice de cobrança único com base no faturamento, independentemente do ramo de atuação. O tema foi abordado em audiência pública da Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio.
Campos informou que a Frente Parlamentar Mista da Micro e Pequena Empresa prepara um projeto de lei complementar para ampliar o número de possíveis participantes do regime. “Tenho um mantra: para se enquadrar na lei basta ser empresa, independente da atividade”, disse o parlamentar.
Atualmente, Lei Complementar 123/06, que criou o Supersimples, exclui algumas atividades desse sistema simplificado de tributação, como empresas de transporte interestadual, de arquitetura, consultórios médicos e odontológicos, fisioterapeutas, corretoras de seguros e de imóveis, academias de ginástica e representantes comerciais.
Podem recolher tributos pelo Supersimples as microempresas com receita bruta anual de até R$ 360 mil e as pequenas que faturem até R$ 3,6 milhões por ano – desde que não estejam na relação de vedações, como as que atuam no sistema financeiro, na área de combustíveis, fumos e bebidas alcoólicas. Hoje, tramitam na Câmara 193 propostas para alterar a legislação em vigor.
Segundo Campos, o Supersimples é a reforma tributária que deu certo, pois permitiu ao micro e pequeno empresário existir na formalidade. “A vida é dinâmica e a lei precisa de atualizações”, disse. O parlamentar criticou a atuação da Receita Federal ao tentar barrar a inclusão de mais profissionais no regime diferenciado de tributação. “A Receita é um freio de mão em todo o processo”, declarou.

Reivindicações
Na audiência, representantes de diferentes ramos profissionais do setor de serviços cobraram a ampliação das atividades abrangidas pelo Simples Nacional como forma de reduzir a informalidade. O presidente da Confederação Nacional de Serviços, Luigi Nese, sustentou que o segmento é o que mais emprega no País (39 milhões de trabalhadores em 1,1 milhão de empresas), mas foi desprestigiado na Lei do Supersimples. “Nosso maior ativo é o pagamento de salários, a folha de pagamento. Estamos onerando o salário e isso diminui a competividade, a empregabilidade e a formalização”, afirmou. Nese destacou ainda que o setor representa 67% do Produto Interno Bruto (PIB), que ficou em R$ 2,3 trilhões em 2011.
O presidente da Federação Nacional dos Corretores de Imóveis (Fenaci), Carlos Alberto Schmitt de Azevedo, apontou que 35% dos 15 milhões de profissionais liberais brasileiros estão na informalidade. “Se as clínicas [de fisioterapia] já estão nessa dificuldade, o que dirá o profissional na ponta”, comentou. Segundo ele, entre os 250 mil corretores no País, 70% trabalham sem carteira assinada.
Sobrevivência
De acordo com a conselheira do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 8ª Região (Coffito), Marlene Izidro Vieira, as clínicas de fisioterapia não conseguem sobreviver com os impostos atuais e precisam ser enquadradas no Supersimples. “Uma clínica não consegue sobreviver se ficar só com um paciente por horário”, afirmou. Segundo ela, hoje as clínicas é que tem de fazer outros serviços, alugar salas, para poder existir. Essa reivindicação também foi feita pelo internauta Airon Razir, que participou do debate por meio de bate-papo promovido pela Coordenação de Participação Popular da Câmara.
Alexandra Martins
Luigi Nese: Lei do Supersimples desprestigia o setor de serviços.
“Qual a diferença entre um fisioterapeuta e um contador? Se os contadores estão no Simples Nacional, por que o profissional de saúde não deve estar?”, indagou Marlene Vieira. Ela informou que as clínicas recebem dos planos de saúde R$ 7 bruto por paciente.
Conforme a presidente da Associação Comercial do Distrito Federal, Danielle Bastos Moreira, é necessário garantir a isonomia entre os profissionais de serviço. “A discriminação [para incluir no Supersimples] é pela ocupação profissional. A forma atual da lei deve ser modificada”, comentou.
Inoperância
Para o deputado Armando Vergílio (PSD-GO), a não inclusão de profissionais e empresas do setor de serviços no Supersimples acontece por inoperância do governo federal. O parlamentar também é presidente da Federação Nacional dos Corretores de Seguros Privados e de Resseguros, de Capitalização, de Previdência Privada, das Empresas Corretoras de Seguros e de Resseguros (Fenacor).
Na opinião dele, o Executivo vedou a inclusão de mais empresas e profissionais do setor de serviços no Supersimples para não gerar um “efeito manada”. “Se houvesse sensibilidade, teríamos um crescimento muito maior no setor, com ganhos maiores”, argumentou Vergílio.
Arrecadação
Hoje, o regime simplificado de tributação conta com 6,56 milhões de micro e pequenos negócios. Esse número inclui mais de 2,5 milhões de empreendedores individuais (EI), trabalhadores autônomos com renda de, no máximo, R$ 60 mil por ano em atividades como cabeleireiro, manicure, vendedor de roupas e de cosméticos e fotógrafo.
Em 2007, primeiro ano de vigência do Supersimples, foram arrecadados R$ 8,3 bilhões. Em 2008, o sistema recolheu R$ 24,1 bilhões, passando para R$ 26,8 bilhões, em 2009. No ano seguinte, o valor subiu para mais de R$ 35,5 bilhões e para R$ 42,2 bilhões, em 2011.

Íntegra da proposta:

Fonte: Agência Câmara

terça-feira, 10 de julho de 2012

Dívida de valor pequeno não pode provocar falência de sociedade comercial


A Lei 11.101 trouxe significativa alteração, indicando valor mínimo equivalente a 40 salários mínimos como pressuposto do requerimento de falência.

O princípio da preservação da empresa impede que valores inexpressivos de dívida provoquem a quebra da sociedade comercial. A decretação de falência, ainda que o pedido tenha sido formulado na vigência do Decreto-Lei 7.661/45, deve observar o valor mínimo de dívida exigido pela Lei 11.101/05, que é de 40 salários mínimos.

Com esse entendimento, a Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou recurso especial interposto por empresa que pretendia ver decretada a falência de outra, devedora de duplicatas no valor de R$ 6.244,20.
O pedido de falência foi feito em 2001, sob a vigência do Decreto-Lei 7.661, cujo artigo 1º estabelecia: “Considera-se falido o comerciante que, sem relevante razão de direito, não paga no vencimento obrigação líquida, constante de título que legitime a ação executiva.”


Mudança
A Lei 11.101 trouxe significativa alteração, indicando valor mínimo equivalente a 40 salários mínimos como pressuposto do requerimento de falência.
O juízo de primeiro grau extinguiu o processo, visto que o valor da dívida era inferior ao previsto na nova legislação falimentar. A decisão foi mantida em segunda instância, entendendo o tribunal que deveria incidir o previsto na Lei 11.101.
No recurso especial interposto no STJ, a empresa alegou que a falência, de acordo com o artigo 1º do Decreto-Lei 7.661, era caracterizada pela impontualidade no pagamento de uma obrigação líquida e não pela ocorrência de circunstâncias indicativas de insolvência.
O ministro Luis Felipe Salomão, relator do recurso especial, analisou a questão sob o enfoque intertemporal e entendeu que a nova lei especificou que, se a falência da sociedade fosse decretada na sua vigência, seriam aplicados os seus dispositivos. “Assim, no procedimento pré-falimentar, aplica-se a lei anterior, incidindo a nova lei de quebras somente na fase falimentar”, disse.

Entretanto, ele explicou que a questão não deveria ser analisada simplesmente sob o prisma do direito intertemporal, mas pela ótica da nova ordem constitucional, que consagra o princípio da preservação da empresa.


Repercussão socioeconômica
“Tendo-se como orientação constitucional a preservação da empresa, refoge à noção de razoabilidade a possibilidade de valores insignificantes provocarem a sua quebra, razão pela qual a preservação da unidade produtiva deve prevalecer em detrimento da satisfação da uma dívida que nem mesmo ostenta valor compatível com a repercussão socioeconômica da decretação da falência”, sustentou Luis Felipe Salomão.


Para ele, a decretação da falência de sociedade comercial em razão de débitos de valores pequenos não atende ao correto princípio de política judiciária e, além disso, traz drásticas consequências sociais, nocivas e desproporcionais ao montante do crédito em discussão, tanto para a empresa, quanto para os empregados.
Por fim, o ministro explicou que o pedido de falência deve ser utilizado somente como última solução, sob pena de se valer do processo falimentar com propósitos coercitivos.

Fonte: STJ

Muda requisito de inscrição para empreendedor individual

Com a nova forma de inscrição ao Empreendedor Individual quem quiser se cadastrar na modalidade precisará repassar informações adicionais, como os números do Título de Eleitor ou do recibo de entrega da Declaração do Imposto de Renda de Pessoa Física (DIRPF). A decisão é do Comitê Gestor do Simples Nacional e está em vigor deste às 18 horas desta segunda-feira, 9 de julho.

De acordo com nota técnica do Comitê, o sistema do Portal do Empreendedor, onde acontece a formalização, somente pedirá o número do recibo caso o futuro empreendedor tenha entregue alguma declaração de IRPF nos dois últimos anos. “Ao inserir o CPF, automaticamente o sistema identificará se há declarações de imposto de renda que precisam ser citadas; caso não tenha, apenas os campos do título de leitor e data de nascimento se abrirão na tela”, explica o técnico do Sebrae no MS, Julio César Silva.

Além das novas documentações, permanecem as solicitações de número de CPF, data de nascimento, CEP da residência e do local de funcionamento do negócio. Júlio César destaca que as alterações são somente para novos cadastros e não afetam quem já está formalizado.

O Empreendedor Individual

Cabeleireiros, mestres de obras, fotógrafos, costureiras, azulejistas estão entre as mais de 400 atividades que podem se formalizar pela Lei do Microempreendedor Individual. São pessoas que já exercem o trabalho por conta própria e decidem se formalizar como empresa para obter personalidade jurídica.

Formalizados e com CNPJ em mãos, passam a contar com benefícios como acesso a crédito e possibilidades de fornecimento e prestação de serviços a órgãos públicos e grandes empresas. Além disso, passam a contribuir com o INSS, tendo acesso à aposentadoria, auxilio acidente, salário maternidade, entre outras vantagens.




A contribuição paga pela categoria varia entre R$ 33 e R$ 37 mensais, dependendo do setor de atuação, se comércio, serviço, indústria ou atividade mista. Este valor equivale a R$ 5 de ISS, R$ 1 de ICMS e o INSS a 5% do salário mínimo (R$ 31,10).

A lista completa das atividades que integram a Lei do Microempreendedor Individual está disponível no Portal do Empreendedor.

Mais informações no Sebrae:  0800-570-0800 .

* MS Notícias