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terça-feira, 26 de junho de 2012

Setor de franquias tem crescimento de 82% nos últimos dez anos


O setor de franquias registrou em 2011 um faturamento de quase R$ 89 bilhões e a expectativa é crescer 15% em 2012. 

Atualmente são 2031 redes de franquias com 93 mil unidades em todo o Brasil, um crescimento de 82% nos últimos dez anos.

As franquias empregam quase 900 mil trabalhadores. De acordo com a Associação Brasileira de Franquias, as áreas que mais crescem são educação e treinamento; negócios, serviços e conveniências; comunicação, informática e eletrônicos; beleza, saúde e produtos naturais.
Quem quer entrar neste mercado precisa ter, além de um investimento inicial, a partir de R$ 14 mil, algumas características empreendedoras, como ser ousado e criativo. É preciso também estar sempre inquieto para enxergar as mudanças no mercado, que costumam ser velozes.

O futuro empreendedor tem que conhecer o lugar onde vai abrir a sua empresa e definir quem são seus concorrentes, fornecedores e consumidores. Essas informações ajudam a criar um plano de negócios e são fundamentais desde o projeto da empresa até a data de inauguração.
Por fim, é essencial registrar a empresa. A formalização ajuda a fechar parcerias, linhas de crédito e financiamentos. Cada estado tem uma legislação específica, portanto os valores dos impostos também são diferentes.
Segundo o consultor do Sebrae Gustavo Carrer, empreendedor é quem consegye influenciar as pessoas em volta dele. "Capacidade de liderança e de envolver as pessoas em torno de um objetivo, orientação por resultado e, principalmente, vontade de aprender sempre também são importantes", afirma.
Fonte: G1

segunda-feira, 25 de junho de 2012

De jogador de futebol a empreendedor

A história de Edivan Costa, contada no Day1 e destrinchada pelo Portal Endeavor, guarda ensinamentos inestimáveis.

Fazer rir e chorar é com ele mesmo. Edivan Costa, dono da SEDI, empresa líder no ramo de regularizações, tem uma trajetória de superação inspiradora. Ex-jogador de futebol do Palmeiras, motoboy e, enfim, empreendedor. Mesmo com todos os obstáculos que a vida colocou em seu caminho nesta odisseia, ele nunca desistiu de sonhar grande. Em entrevista exclusiva ao Portal Endeavor, logo após sua apresentação no Day1 (confira o vídeo na íntegra acima), contou o que aprendeu de mais valioso, sem perder o bom humor de sempre.
‘Pensar em desistir faz parte do sonho’
Durante o Day1, Edivan Costa frisou inúmeras vezes que frequentou a escola da vida, “sua grande amiga”. Entretanto, o mineiro nunca escondeu que em diversos momentos já pensou seriamente em desistir de empreender. Nessas horas, fez questão de se lembrar do propósito de tudo que já havia feito, o que ainda iria fazer e, principalmente, para quem iria fazer: sua família.
“Ter vontade de desistir acontece. Não tem como. Depende do seu momento, sua estrutura física até – seu corpo não aguenta muitas vezes”, confessa. “Mas não adianta, fazer acontecer depende de como você age todo santo dia. Pensar em desistir faz parte do sonho. A vida me ensinou muito”.
“Houve momentos nos quais eu pensei mesmo em parar. Mas sonhos foram feitos pra serem realizados! Você tem que ter brilho nos olhos para isso, e se lembrar do seu sonho sempre quando esses momentos ruins batem. Quando as pessoas vêm trabalhar contigo, elas estão sonhando o seu sonho. Você se renova olhando para elas”, continua.
Para manter os pés no chão, Edivan contou que, às vezes, coloca-se no lugar de seus funcionários. Vai até onde ele mora, pega ônibus, metrô, anda a pé, pega lotação. “Não é algo só meu. Eu sempre falo: desistir faz parte do jogo, não ter sonho não faz parte”, completa.
Família x empresa: como conciliar?

Um dos principais episódios de sua vida foi quando teve problemas para lidar com seus dois irmãos dentro da SEDI. No começo, tudo ótimo: bons resultados, crescimento e uma ótima relação fraternal. Porém, com o passar do tempo, os impasses começaram a surgir. Ele dava passos à frente, mas seus irmãos não o acompanhavam. Teve que optar por uma dura decisão: afastar ambos da empresa.
“Foi um processo muito doloroso e muito difícil”, explica. “Para quem está passando por essa situação, eu aconselho uma análise prévia: a pessoa tem condições técnicas e comportamentais para atuar naquela função? Se não tiver, meu amigo, passe por cima das relações, divida bem as coisas e deixe-a ser feliz em outro lugar”.
“Quando você tem alguém da sua família dentro do negócio, ele tem que ser melhor do que todo mundo, tem que ter qualidade como qualquer um. Além de tudo, precisa conquistar a confiança do time. Não é só você dar um passaporte para ele. Tudo se conquista, isso não é diferente”, acrescenta.
Crescimento desordenado
Edivan sabe que para acertar é preciso errar primeiro. Sempre humilde, explica que passou por momentos complicados na SEDI, quando a empresa começou a dar saltos de crescimento sem controle e gestão adequados. Porém, nunca é tarde pra fazer as coisas da forma correta e, quando as engrenagens começam a funcionar, sonhar não pode ficar de fora do horizonte de ninguém.
“A SEDI cresceu desordenadamente, sem as informações necessárias, planejamento estratégico ou indicadores. Lidar com isso é o seguinte: pra mim, ela ainda é muito pequena. Eu ainda não fiz nada. Se eu falei [no Day1] que saímos do -1, hoje estamos no zero. Tem muita coisa para ser feita. O sonho só começou”.
 
Por Vinícius Victorino, da equipe de Cultura Empreendedora - Endeavor Brasil