terça-feira, 6 de março de 2012

Desempenho da economia abre espaço a medidas de estímulo

O baixo desempenho da economia brasileira em 2011, com crescimento de 2,7%, acendeu a luz amarela dentro do governo - que já acena com mais medidas para estimular a atividade, sobretudo na indústria - e no próprio setor produtivo, que ainda teme a concorrência externa."O setor industrial ainda patina e isso decorre do aumento da importação. O PIB (Produto Interno Bruto) deve crescer em 3,5%... mas o governo brasileiro tem que continuar a tomar medidas para incentivar a indústria nacional", afirmou o diretor de economia da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), Antônio Corrêa de Lacerda, fazendo coro com outros representantes do setor produtivo."O desafio não é apenas crescer o consumo, mas crescer o investimento produtivo e a produção", acrescentou.O PIB brasileiro cresceu 0,3% no quarto trimestre de 2011 em comparação com o terceiro, depois de encolher 0,1% entre julho e setembro passado sobre o segundo trimestre, informou nesta terça-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com isso, a expansão acumulada no ano ficou em 2,7%, muito menor do que os 7,5% vistos em 2010.O desempenho indica que a atividade econômica começou a melhorar no fim do ano passado, apesar de o setor industrial continuar patinando bastante. No ano passado, essa atividade cresceu apenas 1,6%, comparado com uma expansão de 2,7% dos serviços e de 3,9% da agropecuária.Mais estímulos
Diante desse cenário, o governo já se armou para mostrar que não ficará parado e deixou claro que adotará mais medidas para estimular o crescimento, sobretudo a indústria. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que, entre elas, novas ações para a impedir a sobrevalorização do câmbio.
"O setor industrial precisa de alguns estímulos que serão dados", afirmou Mantega. "As medidas não estão prontas, faremos ao longo do ano para estimular o investimento e o setor industrial", afirmou o ministro ao comentar o resultado do PIB de 2011, acrescentando que a economia brasileira crescerá de forma gradativa, atingindo seu ápice no quarto trimestre, quando estará registrando crescimento anualizado de 5%.O ministro argumentou que o cenário externo foi o grande vilão da economia e, para este ano, continuará atento já que a atividade mundial continuará apresentando um desempenho tímido. Até mesmo a China já anunciou uma meta de crescimento menor.Para Mantega, a desaceleração da economia chinesa pode resultar em desvalorização nos preços das commodities agrícolas e minerais. "Se se confirmar uma desaceleração mundial e da China poderemos ter deflação no preço das commodites", afirmou.Para 2012, a previsão oficial do governo é de um crescimento de 4,5%, mas o BC é mais comedido e aponta apenas 3,5%.O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, também avalia que a economia vai intensificar o seu ritmo de crescimento ao longo do ano, mas que será "compatível com o equilíbrio interno e externo e consistente com o cenário de convergência da inflação para a meta em 2012."A meta oficial de inflação é de 4,5% ao ano pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), com tolerância de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.Menos juros
Com o resultado, os agentes econômicos continuam esperando mais cortes na Selic - hoje em 10,5% ao ano - daqui para frente, o primeiro deles na reunião desta quarta-feira, quando o Comitê de Política Monetária (Copom) se reúne novamente.
A expectativa é de um corte de 0,50 ponto percentual, mas há algumas apostas em 0,75 ponto. Desde agosto passado, a autoridade monetária vem reduzindo a taxa básica de juros, movimento que já somou 2 pontos percentuais."O resultado ficou bem aquém no acumulado do ano do que esperava o governo (em torno de 3%). Mas se o governo errou na previsão, fica claro que o Banco Central acertou o movimento de corte de juros", afirmou o economista-chefe da Gradual Investimentos, André Perfeito.O recuo do crescimento em 2011 veio também pelo esforço do governo entre o final de 2010 até meados de 2011 para esfriar a economia, que estava aquecida e pressionava a inflação. Em dezembro de 2010, o governo anunciou medidas macroprudenciais que desestimularam o consumo e em janeiro do ano passado começou um processo de elevação da Selic que somou 1,75 ponto percentual e a levou a 12,5% ao ano em julho.Com a piora do cenário externo, o governo fez uma volta de 180 graus e passou a estimular a economia novamente voltando a reduzir o juro básico da economia, entre outras medidas.Para políticos, a decisão de esfriar a economia no início de 2011 poderia ter sido menos forte. "Houve um efeito psicológico negativo quando no início do ano (de 2011) o governo começou a fazer cortes e segurar investimentos. Foi uma jogada errada, que espalhou pelo país uma onda negativa, um efeito manada. Todo mundo começou a se retrair", avaliou o presidente nacional do PMDB, senador Valdir Raupp (RO)."Se este ano continuar no ritmo do ano passado, (o PIB) pode frustrar novamente. A partir de agora vamos ter que dar uma acelerada", acrescentou ele.

Como Declarar Rendimentos Recebidos a título de aluguel?

Os Rendimentos de aluguel recebidos de Locatário (Inquilino)  pessoa física serão informados conforme mês de recebimento na ficha Rendimentos Tributáveis Recebidos de Pessoas Físicas e do Exterior.
Quando se tratar de rendimento recebido de Locatário (Inquilino)  pessoa jurídica será informado na ficha Rendimentos Tributáveis Recebidos de Pessoa Jurídica
Do valor do aluguel recebido, podem ser excluídos os seguintes encargos, desde que o ônus tenha sido exclusivamente do Locador (Beneficiário do rendimento):
- impostos, taxas e emolumentos incidentes sobre o bem que produzir o rendimento;
- aluguel pago pela locação de imóvel sublocado;
- despesas pagas para cobrança ou recebimento do rendimento;
- despesas de condomínio.
O valor pago pelo Locatário (Inquilino)  pessoa física será informado na ficha Pagamentos e Doações Efetuados, no código 70 - Aluguéis de imóveis.

Fonte: Econet Editora

IRPF 2012 - OBRIGATORIEDADE DE ENTREGA

Quem está obrigado a apresentar a Declaração de Ajuste Anual relativa ao exercício de 2012, ano-calendário de 2011?
Está obrigado a apresentar a declaração o contribuinte, residente no Brasil, que no ano-calendário de 2011:
1 - recebeu rendimentos tributáveis na declaração, cuja soma foi superior a R$ 23.499,15 (vinte e três mil,
quatrocentos e noventa e nove reais e quinze centavos);
2 - recebeu rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma foi
superior a R$ 40.000,00 (quarenta mil reais);
3 - obteve, em qualquer mês, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do
imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas;
4 - relativamente à atividade rural:
a) obteve receita bruta em valor superior a R$ 117.495,75 (cento e dezessete mil, quatrocentos e noventa e
cinco reais e setenta e cinco centavos);
b) pretenda compensar, no ano-calendário de 2011 ou posteriores, prejuízos de anos-calendário anteriores
ou do próprio ano-calendário de 2011;
5 - teve, em 31 de dezembro, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor
total superior a R$ 300.000,00 (trezentos mil reais);
Atenção:
A pessoa física que se enquadrar apenas nesta hipótese e que, na constância da sociedade
conjugal ou da união estável, tenha os bens comuns declarados pelo outro cônjuge ou
companheiro, fica dispensada da apresentação da declaração, desde que o valor total dos seus
bens privativos não exceda esse limite.
6 - passou à condição de residente no Brasil em qualquer mês e nesta condição se encontrava em 31 de
dezembro;
7 - optou pela isenção do imposto sobre a renda incidente sobre o ganho de capital auferido na venda de
imóveis residenciais, cujo produto da venda seja destinado à aplicação na aquisição de imóveis residenciais
localizados no País, no prazo de 180 (cento e oitenta) dias contados da celebração do contrato de venda,
nos termos do art. 39 da Lei nº 11.196, de 21 de novembro de 2005.
(Lei nº 9.779, de 19 de janeiro de 1999, art. 16; Lei nº 11.482, de 31 de maio de 2007, alterada
pela Lei nº 12.469, de 26 de agosto de 2011, art. 1º, inciso V; Instrução Normativa RFB nº 1.246,
de 3 de fevereiro de 2012, art. 2º)
Atenção:
Apresentação da declaração com o uso do PGD
a – A Declaração de Ajuste Anual deve ser elaborada com o uso de computador, mediante a
utilização do Programa Gerador da Declaração (PGD) relativo ao exercício de 2012, disponível
no sítio da Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB), na Internet, no endereço
<http://www.receita.fazenda.gov.br>.
Dispensa da entrega da declaração
b - A pessoa física que se enquadrar em qualquer das hipóteses de obrigatoriedade previstas
nos itens 1 a 7 fica dispensada de apresentar a DAA, desde que conste como dependente em
declaração apresentada por outra pessoa física, na qual tenham sido informados seus
rendimentos, bens e direitos, caso os possua.
c – a pessoa física que se enquadrar apenas na hipótese prevista no item 5 e que, na constância
da sociedade conjugal ou da união estável, tenha os bens comuns declarados pelo outro
cônjuge companheiro, desde que o valor total dos seus bens privativos não exceda R$
300.000,00 (trezentos mil reais).
d - A pessoa física, ainda que dispensada, pode apresentar a Declaração de Ajuste Anual.
Atividade rural
e - A pessoa física que se enquadrar em qualquer das hipóteses de obrigatoriedade previstas
nos itens de 1 a 3 e 5 a 7 e que tenha obtido resultado positivo da atividade rural também deve
preencher o Demonstrativo da Atividade Rural.

Assessoria gratuita para MEI


Os Micro Empreendedores Individuais contam com assessoria gratuita para o registro da empresa e a primeira declaração anual simplificada pelas empresas de Contabilidade optantes do SIMPLES. 

Na formalização e durante o primeiro ano como Empreendedor Individual, haverá uma rede de empresas contábeis que irão prestar assessoria de graça, como forma de incentivar e melhorar as condições de negócio do País e até como forma de quebrar o tabu de que contador custa caro.

sexta-feira, 2 de março de 2012

O valor de mercado da Apple ultrapassa os US$ 500 bilhões

Valor de mercado da Apple ultrapassa os US$ 500 bilhões Empresa, que já tinha se consolidado a maior do mundo em 2011, garante liderança à frente da Exxon Mobil Robert Galbraith/Reuters A Apple, que alcançou o posto de maior empresa do mundo em 2011, bateu mais um recorde nesta semana. A companhia de tecnologia passou a valer 507 bilhões de dólares, segundo da NASDAQ, deixando para trás a gigante petrolífera Exxon Mobil Corporation mercado é de 409 bilhões ca a Apple no exclusivo clube de corporações que já atingiram tal montante trajetória. Apenas Microsoft, ExxonMobil, Cisco e General Electric alcançaram trilhão em toda a história. Com o crescimento, a Apple passa a valer mais do o Interno Bruto (PIB) de países como Polônia, Bélgica, Suécia, Arábia Saudita penho da companhia na bolsa pode ser uma resposta ao possível anúncio do xima semana. Segundo especulações do setor de tecnologia, a empresa o novo tablet em evento, no dia 7, no Centro de Artes de Yerba Buena, o, Califórnia. sitivo deve trazer um novo processador de quatro núcleos, muito mais potent núcleos utilizado no modelo atual. Outra inovação especulada pelo mercado stema Retina Display, que é conhecido no iPhone por melhorar a nitidez da tela.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Notícia: Cruzamentos de dados podem levar para a Malha Fina

Receita Federal cruza informações de 26 declarações diferentes para conferir se IR foi preenchido corretamente
Por Redação Contábeis em 27/02/2012
A maioria dos contribuintes não sabe, mas a Receita Federal do Brasil cruza informações de 26 declarações diferentes para conferir se o Imposto de Renda, que deverá ser entregue entre os dias 1º de março e 30 de abril, foi preenchido corretamente, se não há divergências de informações e se o contribuinte está tentando pagar menos imposto do que deve.

Qualquer informação desencontrada pode levar o contribuinte para a temida malha fina. E, caindo nela, se as explicações exigidas não forem convincentes, as multas são pesadas e certas. Para evitar este tipo de situação, o contribuinte deve reunir criteriosamente toda a documentação relativa às transações financeiras e patrimoniais realizadas em 2011. Com a informatização da Receita Federal, os controles passaram a ser extremamente rigorosos e qualquer informação não prestada ou em desacordo é objeto de fiscalização.

A estratégia da Receita com a sofisticação do sistema é para que, em um futuro breve, não seja mais exigida a declaração anual de Imposto de Renda, já que as informações de todas as transações feitas pelos contribuintes estarão disponíveis em seus computadores.

Enquanto isso não ocorre, o contribuinte precisa estar atento às informações declaradas. Na Lei complementar 105/2005, por exemplo, os bancos precisam informar à Receita todas as operações realizadas pelos seus clientes. A movimentação financeira em bancos deve ser condizente com as receitas declaradas. Se o contribuinte recebeu R$ 30 mil durante o período, mas movimentou R$ 300 mil em sua conta, o Fisco saberá e cobrará explicações.

''O contribuinte tem que ficar atento na hora de declarar. Existem muitas pessoas que confundem, por exemplo, a Declaração de Imposto de Renda Retido na Fonte (DIRF) com o Imposto de Renda da Pessoa Física. ''O objetivo da DIRF é informar o valor do imposto retido na fonte pagadora, isto é, os rendimentos pagos ou creditados em 2011 para seus beneficiários'', explica o presidente do Sescap-Ldr Marcelo Odetto Esquiante.

De acordo com ele, outra importante declaração que deve ser feita é a Dimob - onde as imobiliárias, construtoras ou incorporadoras informam todas as operações reais de geração de renda, aluguéis e valores da venda e compra de imóveis. Já a Dimed é a Instrução Normativa 985 de 23/12/2009. Ela obriga que todas as pessoas jurídicas que prestam serviços na área de saúde listem cada pagamento feito por seus serviços, indicando nome e CPF para que haja um cruzamento entre a declaração de renda do contribuinte e as informações da empresa de saúde.

''Não devem ser informados na Dimed valores recebidos de pessoas jurídicas ou do SUS (Sistema Único de Saúde)''. Ele ainda ressalta que o profissional liberal prestador de serviços médicos e de saúde que exerce individualmente sua profissão não precisa entregar a Dimed, ''mesmo quando possua estabelecimento em que desenvolva suas atividades e empregue auxiliares, sem qualificação profissional na área'', diz. ''A medida só é válida para as pessoas jurídicas e os profissionais liberais equiparados à pessoa jurídica''.

O contribuinte também deve estar atento ao lucro obtido no mercado de capitais. Ele precisa detalhar a lucratividade de cada operação em bolsas e ainda haverá cruzamento entre imposto de renda devido e restituído. Portanto, todas as movimentações financeiras e patrimoniais devem ser consignadas na Declaração de Renda, com seus valores em coerência com os informados por terceiros para a Receita Federal, para evitar surpresas desagradáveis no futuro.

''Para não ter problema, o melhor caminho é sempre procurar um profissional para fazer a declaração de Imposto de Renda'', diz o presidente do Sescap-ldr, Marcelo Esquiante.
Fonte: Sescap-Ldr
http://www.contabeis.com.br/noticias/4553/cruzamentos-de-dados-podem-levar-para-a-malha-fina/

MEC divulga valor do novo piso nacional de professores em R$ 1.451

Reajuste será de 22,22% em relação ao valor de 2011.
Valor é para professor de nível médio e jornada de 40 horas semanais.

Do G1, em São Paulo
18 comentários
O Ministério da Educação divulgou na tarde desta segunda-feira (27) que o piso salarial nacional dos professores será reajustado em 22,22% e seu valor passa a ser de R$ 1.451,00 como remuneração mínima do professor de nível médio e jornada de 40 horas semanais. A decisão é retroativa para 1º de janeiro deste ano.
Segundo o MEC, a correção reflete a variação ocorrida no valor anual mínimo por aluno definido nacionalmente no Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) de 2011, em relação ao valor de 2010. O piso aplicado em 2011 foi de R$ 1.187, e em 2010, de R$ 1.024.
A aplicação do piso é obrigatória para estados e municípios de acordo com a lei federal número 11.738, de 16 de junho de 2008. Estados e municípios podem alegar não ter verba para o pagamento deste valor e, com isso, acessar recursos federais para complementar a folha de pagamento. No entanto, desde 2008, nenhum estado ou município recebeu os recursos porque, segundo o MEC, não conseguiu comprovar a falta de verbas para esse fim.